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A perigosa estrada de montanha de Saint-Lary-Soulan a Pla d’Adet nos Pireneus franceses

Crianças sentadas na bagageira aberta de um carro estacionado numa estrada nevada na montanha.

Uma estrada de montanha aparentemente inofensiva, nos Pireneus franceses, atrai famílias e amantes do ciclismo - e, no inverno, volta e meia coloca-os em apuros sérios.

Entre uma estância de esqui, o mito da Volta a França e ravinas íngremes, há uma estrada que exige muito mais respeito do que muitos veraneantes lhe dão. Quem sobe de carro ou de bicicleta desde a vila no vale, Saint-Lary-Soulan, até à estação de Pla d’Adet, muitas vezes só a meio da subida percebe o quão exigente, exposta e dependente do tempo esta rota realmente é - sobretudo na época fria.

Saint-Lary-Soulan e Pla d’Adet: entre esqui, ciclismo e precipícios

A subida começa praticamente na rotunda de Vignec, logo acima de Saint-Lary-Soulan, a cerca de duas horas de carro de Toulouse. A partir daí, a estrada ganha altura em curvas apertadas, suspensa sobre a Vallée d’Aure. Passadas poucas curvas, as últimas casas ficam para trás e o traçado passa a parecer uma varanda sobre o vale.

Rampa íngreme até lá acima: o que torna esta estrada tão traiçoeira

A ascensão até Pla d’Adet tem aproximadamente dez quilómetros e vence cerca de 834 metros de desnível. A inclinação média ronda os 8,5%. Nos primeiros sete quilómetros, a pendente anda quase sempre perto dos 10% - com rampas que, por momentos, chegam aos 13%.

Um clássico de montanha de primeira categoria - dá para fazer, mas sem verdadeiros troços de recuperação e quase sem sombra.

É precisamente esta mistura de subida constante, ausência de sombra e exposição que, no inverno, rapidamente se transforma num risco. Quem não está treinado, ou quem sobe com crianças pouco preparadas e com pouca experiência de condições invernais, tende a subestimar o calor e a radiação solar em dias limpos - e, assim que o tempo muda, o frio, o gelo e o nevoeiro repentino.

Porque é que as famílias subestimam o perigo

Saint-Lary-Soulan é um peso-pesado entre as estâncias de esqui dos Pireneus: mais de 100 quilómetros de pistas, três sectores interligados (Pla d’Adet, Espiaube, Vallon) e até 10.000 esquiadores por dia na época alta. Isso soa a turismo confortável - e é precisamente aí que mora o engano.

Muitas famílias arrancam de manhã em modo férias, muitas vezes após uma longa viagem de auto-estrada, com a carrinha carregada, crianças no banco de trás e uma caixa no tejadilho. No fundo do vale, o tempo costuma ser relativamente ameno. Bastam, porém, alguns metros de altitude para as condições mudarem de forma brusca:

  • rajadas de vento mais fortes em curvas expostas

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