Um indivíduo conseguiu contornar a segurança do Aeroporto Comodoro Arturo Merino Benítez, em Santiago, e entrar numa zona restrita, onde acabou por vandalizar uma aeronave estacionada. O episódio levou à abertura de diligências pela Polícia de Investigação (PDI) e motivou a Direção Geral de Aeronáutica Civil (DGAC) a desencadear uma revisão interna dos seus procedimentos.
Como ocorreu a intrusão no Aeroporto Comodoro Arturo Merino Benítez
De acordo com um comunicado da autoridade aeronáutica chilena, a ocorrência deu-se no sector leste do aeroporto, uma área actualmente encerrada por estar a ser alvo de obras em curso.
Segundo informação preliminar da DGAC, o intruso terá aberto um buraco na vedação para aceder à zona onde permanecem aeronaves fora de serviço. Já no interior, fez grafitis numa das aeronaves estacionadas.
Aeronave atingida: Airbus A321neo da JetSMART
Fontes consultadas pelo Aviacionline indicam que o avião vandalizado é um Airbus A321neo da JetSMART, anteriormente pertencente à Wizz Air, que se encontrava armazenado no aeroporto. Até ao momento, não foram divulgados pormenores sobre a matrícula da aeronave nem sobre a dimensão dos danos.
Área associada à pista 17L e procedimentos após o incidente
A zona invadida está ligada à pista 17L, que se encontra fora de serviço para trabalhos de manutenção sob responsabilidade da DGAC. Assim que a situação foi detectada, a DGAC apresentou participação junto da PDI, que está a conduzir os procedimentos para apurar os factos e identificar o autor.
A DGAC expressou o seu “total repúdio a qualquer violação da segurança aeroportuária” e informou que irá realizar uma investigação interna para determinar responsabilidades, reavaliar os protocolos de segurança na área afectada e implementar as melhorias consideradas necessárias.
Apesar de o caso não ter interferido com as operações aéreas nem envolver aeronaves em actividade comercial, o episódio sublinha a importância de reforçar as medidas de protecção em sectores aeroportuários temporariamente desactivados devido a obras ou manutenção.
A gravidade desta violação prende-se, em particular, com o facto de ter permitido o acesso a uma área restrita do principal aeroporto do país e a aproximação directa a uma aeronave estacionada, levando a DGAC a reexaminar os procedimentos de segurança aplicados naquele perímetro.
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