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Após o encerramento da Spirit Airlines em 2 de maio, low-cost dos Estados Unidos ocupam rotas

Mulher com mochila e mapa na mão observa avião Spirit num aeroporto através de janela ampla.

Com o fim das operações da Spirit Airlines em 2 de maio, várias companhias aéreas low-cost dos Estados Unidos apressaram-se a ocupar as rotas deixadas pela antiga ultra low-cost, que estava fortemente presente em mercados sensíveis ao preço e em destinos de lazer.

Entre as empresas que estão a acelerar a expansão para responder à procura que antes recaía sobre a Spirit contam-se a JetBlue, a Breeze Airways, a Frontier Airlines e a Allegiant Air.

No essencial, estas transportadoras estão a apontar às rotas, aos passageiros e aos slots aeroportuários libertados com a saída da Spirit, reajustando a oferta num cenário em que desaparece uma das maiores marcas do segmento.

Expansão de rotas após a saída da Spirit Airlines

A JetBlue comunicou que vai acrescentar 11 destinos a partir do Aeroporto Internacional de Fort Lauderdale-Hollywood, um dos principais pontos de operação da Spirit. As novas ligações incluem Baltimore, Charlotte, Nashville, Detroit, Houston, Chicago, Columbus, Indianapolis, Barranquilla, Cali e Ponce.

Para captar rapidamente clientes afectados pela alteração no mercado, a companhia disponibilizou também um status match para membros Silver e Gold do programa Free Spirit da Spirit, além de tarifas promocionais de US$99.

A Breeze Airways, por sua vez, está igualmente a tirar partido do espaço deixado pela Spirit ao lançar voos a partir do Aeroporto Internacional de Atlantic City, em Nova Jérsia, com destino a cidades da Flórida como Orlando, Fort Lauderdale e Tampa. Antes do encerramento, a Spirit concentrava cerca de 75% do tráfego desse aeroporto.

Reforço de capacidade da Frontier Airlines e resposta do sector

A Frontier reactivou serviços em rotas que eram anteriormente exploradas pela Spirit, como Las Vegas-Kansas City e Orlando-Memphis, e aumentou ainda a capacidade em 13 rotas anuais da Spirit, incluindo oito que servem Orlando.

Apesar desta corrida para preencher o vazio deixado pela Spirit, as low-cost continuam a enfrentar dificuldades semelhantes às que ajudaram a precipitar a queda da companhia, nomeadamente a subida do preço do combustível, a inflação e a pressão competitiva das grandes transportadoras.

A Associação de Companhias Low-Cost pediu US$ 2,5 bilhões em apoio federal para compensar os custos com combustível, mas o Departamento de Transportes recusou o pedido.

Menos concorrência e disputa por slots aeroportuários

A retirada da Spirit também reduziu a concorrência em múltiplos mercados: 17 rotas passaram a não ter qualquer serviço aéreo e o Aeroporto Regional Arnold Palmer, em Latrobe, Pensilvânia, ficou sem a sua única linha aérea. Depois do encerramento, o número de rotas em regime de monopólio aumentou de oito para 63.

Outro efeito relevante é a competição pelos slots aeroportuários considerados mais valiosos que ficaram disponíveis, em especial no Aeroporto LaGuardia, em Nova Iorque, onde alguns horários poderão valer até US$ 87 milhões, de acordo com o Wall Street Journal.

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