Caso mais recente de hantavírus associado ao MV Hondius
Um tripulante do navio de cruzeiro MV Hondius, que fez escala nas Canárias e acabou por ser repatriado para os Países Baixos, tornou-se o caso mais recente de hantavírus, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).
"Hoje, os Países Baixos confirmaram um caso adicional entre um membro da tripulação que desembarcou em Tenerife, foi repatriado para os Países Baixos e está em isolamento desde então", disse esta sexta-feira o diretor-geral da Organização Mundial de Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus.
Com este novo registo, o total passa para 12 casos suspeitos e confirmados, incluindo três mortes.
OMS pede vigilância e rastreio de contactos
Tedros voltou a frisar que não há mortes reportadas desde 2 de maio, data em que o surto foi comunicado à OMS. "Continuamos a instar os países afetados a monitorizarem cuidadosamente todos os passageiros e tripulantes durante o resto do período de quarentena", afirmou numa conferência de imprensa. "Mais de 600 contactos continuam a ser rastreados em 30 países, e um pequeno número de contactos de alto risco ainda está a ser localizado".
Países Baixos: internamento e confirmação laboratorial (RIVM)
Entretanto, as autoridades neerlandesas indicaram que o tripulante foi transportado para o hospital. "O vírus Andes foi detetado numa pessoa que estava em quarentena nos Países Baixos. O paciente foi internado no hospital por precaução e está em isolamento", informou o RIVM (Instituto Nacional de Saúde Pública e Ambiente da Holanda).
Todos os passageiros e elementos da tripulação regressados do navio para os Países Baixos são submetidos a testes semanais. O resultado positivo foi validado por dois laboratórios diferentes. A pessoa que testou positivo encontrava-se em quarentena domiciliária. "O RIVM entende que esta notícia possa gerar dúvidas ou preocupações. No entanto, a hipótese de uma maior disseminação nos Países Baixos continua a ser muito pequena", acrescentou o RIVM.
Itinerário do navio até Roterdão e contexto do vírus Andes
O navio zarpou a 1 de abril de Ushuaia, na Argentina, e passou por ilhas remotas no Oceano Atlântico Sul antes de rumar para norte, em direção a Cabo Verde, seguindo depois para Tenerife, nas Canárias. Na segunda-feira, o navio atracou no porto de Roterdão, nos Países Baixos, com a tripulação a enfrentar várias semanas de quarentena.
Transmitido por roedores, o hantavírus é uma infeção rara para a qual não existem vacinas nem tratamentos específicos. A variante Andes é a única estirpe de hantavírus conhecida com capacidade de transmissão de pessoa para pessoa.
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