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FAA propõe diretriz de aeronavegabilidade para sensores de pressão do PW4000 da Pratt & Whitney

Técnico em colete refletor a inspecionar o motor de um avião no aeroporto durante o dia.

Diretriz de aeronavegabilidade da FAA para os PW4000

A Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) divulgou uma proposta de diretriz de aeronavegabilidade destinada a resolver um problema ligado à durabilidade dos sensores de pressão instalados nos motores turbofan PW4000, fabricados pela Pratt & Whitney (P&W).

De acordo com a proposta, passa a ser obrigatória a substituição dos sensores de pressão do queimador em várias versões do PW4000. A medida abrange aproximadamente 210 aeronaves registadas nos EUA, incluindo Boeing 747-400, 767 e o MD-11 Cargueiro, que são os modelos colocados no centro da actuação regulatória da FAA.

Incidentes que motivaram a proposta

No documento tornado público a 22 de maio, a FAA indica que a iniciativa resulta de múltiplos relatos de fogo na saída do motor, perda de controlo da potência e desligamentos em voo, eventos associados à deterioração não detectada dos sensores de pressão do queimador.

A agência não forneceu pormenores sobre os casos específicos. Ainda assim, explica que a falha pode levar a leituras erradas no sistema, desencadeando comandos incorrectos de combustível.

Prazos de substituição, consulta pública e resposta da Pratt & Whitney

Os sensores visados encontram-se no interior dos módulos electrónicos de controlo do motor. A norma proposta determina que os operadores procedam à substituição ou manutenção dos sensores a cada 30 mil horas de voo ou dez anos de utilização. Para sensores que já excederam estes limites, o prazo para reparação ou substituição é fixado entre 10 e 30 meses, consoante o caso.

A FAA está a recolher comentários do público sobre a proposta durante um período de 45 dias. A Pratt & Whitney afirmou que a medida está alinhada com um boletim de serviço previamente emitido pela empresa, que exige a revisão de um componente montado externamente. A fabricante sublinhou também que a implementação da directiva não implicará a remoção completa do motor.

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