Restrição da internet móvel em Moscovo no Dia da Vitória
A internet móvel vai ser bloqueada em Moscovo no dia 9 de maio, quando se realiza um desfile militar para assinalar o 81.º aniversário da vitória soviética sobre a Alemanha nazi na II Guerra Mundial.
"Para garantir a segurança das comemorações do Dia da Vitória, a 9 de maio, o acesso à internet móvel - incluindo sites autorizados - e aos serviços de SMS [mensagens por telemóvel] em Moscovo será temporariamente restringido", anunciou o Ministério do Desenvolvimento Digital da Rússia.
O que continuará a funcionar sem restrições
De acordo com o ministério, a internet por cabo e o acesso por wi-fi vão manter-se a funcionar normalmente e sem limitações.
Dias 7 e 8 de maio: sem bloqueio planeado
"Não há planos para bloquear ou limitar a internet móvel em Moscovo nos dias 7 e 8 de maio", acrescentou o ministério, depois de ter reconhecido anteriormente que poderiam ser impostas restrições nesses dias caso surgissem ameaças imediatas à segurança operacional.
Interrupções recentes e avisos das operadoras
Na terça-feira passada, as autoridades russas interromperam o serviço de internet móvel na capital durante várias horas "por motivos de segurança".
Em março, registou-se uma situação semelhante, que se prolongou por quase três semanas e provocou descontentamento generalizado entre os cidadãos.
Na segunda-feira, as operadoras de telemóveis enviaram alertas por SMS aos seus clientes, avisando para a possibilidade de falhas na internet entre 5 e 9 de maio em Moscovo.
A MTS, a maior operadora de telecomunicações e rede móvel da Rússia, indicou ainda que as interrupções poderiam abranger também a região em redor da capital.
Medidas de segurança ligadas ao desfile na Praça Vermelha
As autoridades russas justificaram as interrupções como medidas de segurança perante a ameaça de um possível ataque da Ucrânia durante o desfile militar na Praça Vermelha, que este ano será marcado pela ausência de armamento pesado - algo que acontece pela primeira vez desde 2007.
Por seu lado, as operadoras de telecomunicações recusaram assumir a responsabilidade pelas falhas do serviço, defendendo que é o serviço federal de segurança da Rússia que determina as restrições, a pedido do Presidente.
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