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JLR e Stellantis unem-se nos EUA com a Defender no foco

Veículo Land Rover Defender branco exposto em showroom moderno com grandes janelas e imagens do carro.

Há anos que o Defender e o Jeep Wrangler competem pelo estatuto de «rei do todo-o-terreno». Agora, porém, as fabricantes decidiram aproximar-se: a JLR e a Stellantis comunicaram uma parceria estratégica orientada para o mercado norte-americano.

A JLR, que detém as marcas Range Rover, Defender, Discovery e Jaguar, deu a conhecer uma nova orientação com a meta de duplicar a faturação no médio prazo. Essa ambição assenta num plano de crescimento mais agressivo na América do Norte - e passa, em concreto, por trabalhar em conjunto com a Stellantis.

No final do mês passado, as duas empresas já tinham avançado com a assinatura de um memorando de entendimento não vinculativo, destinado a avaliar o desenvolvimento conjunto de novos produtos e tecnologias concebidos especificamente para o mercado norte-americano.

Defender no centro da colaboração com a Stellantis

Entretanto, num novo comunicado, a JLR clarificou que esta cooperação vai ter como eixo a Defender, uma das marcas mais bem-sucedidas do grupo, procurando identificar novas oportunidades junto dos clientes nos EUA.

“A JLR confirmou hoje que se vai concentrar na marca Defender para alcançar suas aspirações de crescimento no mercado americano, como parte da sua colaboração com a Stellantis, explorando novas oportunidades voltadas para clientes norte-americanos”, pode ler-se.

Porquê os EUA?

O entendimento surge num momento em que os EUA continuam a representar um mercado-chave para ambos os grupos. Com as tarifas sobre veículos importados a pressionarem as contas da JLR e da Stellantis, ganhar escala, reforçar a presença industrial local e partilhar recursos tornou-se mais relevante do que nunca.

Para a JLR, esta via permite acelerar a expansão nos EUA sem suportar, a solo, todo o esforço de investimento que isso exigiria. Já a Stellantis aporta à parceria uma base industrial e comercial robusta, sustentada por marcas como Jeep, Ram, Dodge e Chrysler.

Custos, metas e ponto de equilíbrio da JLR

PB Balaji, diretor-executivo da JLR, explicitou a fasquia a que a empresa aponta: “A nossa aspiração, nos próximos anos, é expandir os nossos negócios nos EUA para o mesmo tamanho dos negócios globais da JLR aos dias de hoje”.

Para chegar a esse patamar, a prioridade imediata passa por tornar a operação mais eficiente. O plano prevê cortar 1,7 mil milhões de libras (cerca de 1,9 mil milhões de euros) em custos fixos, materiais e garantias ao longo dos próximos dois anos.

A intenção é descer o ponto de equilíbrio do grupo para as 300 mil unidades por ano, tornando a empresa mais ágil, mais previsível e mais resistente às oscilações do mercado global.

“Tudo ou nada”

A estratégia da JLR implicou também ajustamentos na abordagem à eletrificação. O investimento de 18 mil milhões de libras (cerca de 20,8 mil milhões de euros), até 2029, mantém-se, mas o grupo passará a disponibilizar uma gama mais alargada de motorizações, aumentando as alternativas de escolha para o cliente.

A principal novidade é a chegada de uma motorização híbrida convencional, que se soma às soluções híbrida ligeira, híbrida recarregável e elétrica já disponíveis.

A Jaguar mantém-se como a grande exceção no seio do grupo. Ao contrário das restantes marcas, continuará alinhada com o objetivo de se tornar exclusivamente elétrica, preparando-se para apresentar ainda este ano o Type 01, um grande turismo de luxo com quatro portas que deverá marcar o novo rumo estético e tecnológico da marca.

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