Saltar para o conteúdo

Kia Ceed 2015: restyling discreto e novo Ecoturbo

Carro branco Kia em movimento numa estrada com colinas verdes e céu azul ao fundo.

O que é isto, afinal?

Diz-me o que é isto.

É o novo Kia Ceed, a versão mais recente do carro com que o Tom Cruise andou em duas rodas na curva Gambon. Tanto ele como o ProCeed receberam uma actualização para 2015.

A Kia chama-lhe “novo”; nós diríamos antes que é um restyling - e, por fora, bastante ligeiro. Ainda assim, por detrás dos faróis discretamente revistos e dos novos desenhos de jantes, há mudanças mais interessantes.

Motores e transmissões: Ecoturbo, diesel e caixa DCT

Como assim?

Entra na gama um novo gasolina turbo de três cilindros, baptizado Ecoturbo, pensado para convencer parte dos clientes a deixarem os diesel e para voltar a equilibrar as vendas entre os dois combustíveis em 50:50. Tem apenas 1 litro de cilindrada, tal como o Ecoboost do Focus, e surge com duas potências: 98bhp e 118bhp. Tal e qual a ideia da Ford, portanto.

Há também uma nova caixa automática de dupla embraiagem com sete velocidades, desenvolvida internamente pela Kia, embora por agora só esteja disponível com os diesel mais potentes. E junta-se ainda um novo sistema de vectorização de binário para afinar o comportamento em curva.

Ao volante: o novo tricilíndrico e a vectorização de binário

E como é esse novo tricilíndrico?

É um motor feito para facilitar a vida: não tem a mesma personalidade exuberante do Ecoboost 1.0 da Ford, mas é polido, quase inaudível em auto-estrada e reage bem na zona intermédia do conta-rotações - precisamente onde se conduz no dia-a-dia.

No fundo, integra-se sem esforço e cumpre o que promete, com força suficiente para ultrapassagens simples ou para ganhar velocidade com confiança numa via de aceleração. Quem compra um Ceed, à partida, não está à procura de um desportivo, e o Ecoturbo deverá encaixar perfeitamente nesse perfil.

E essa vectorização de binário “xpto”?

O sistema actua através dos travões, e em teoria não fica muito longe do conceito de direcção por travagem (brake-steer) da McLaren. Só que, mesmo dando para sentir a sua intervenção quando se entra em curva a um ritmo mais ambicioso, o objectivo aqui é dar conforto e segurança - não transformar o Ceed num supercarro hiper-reactivo.

Sim: apesar da chegada do nível ‘GT Line’, com visual mais afirmativo e suspensão mais firme, e apesar da direcção com peso ajustável (ainda um pouco gimmicky), este é um carro agradavelmente livre de pretensões desportivas. A suspensão filtra bem, a atitude é descontraída e tudo isso combina na perfeição com a enorme garantia de sete anos, que continua a ser uma proposta única da Kia.

Segmento C, tecnologia e “qualidade sensorial”

Ainda há muita gente a comprar hatchbacks normais destes?

Segundo a Kia, sim - e muita. A marca diz que o segmento C, onde o Ceed compete, é o segundo maior da Europa. Mais: está a crescer, com pessoas a trocarem berlinas maiores por modelos mais compactos.

Para facilitar essa mudança, há muito equipamento “adulto” disponível: um sistema de estacionamento autónomo melhorado, instrumentos TFT mais apelativos e um sistema multimédia com ecrã táctil de 7 polegadas que inclui actualizações de navegação durante os sete anos de garantia.

Também houve atenção ao que chamam “qualidade sensorial”: alcatifas mais espessas para reforçar o isolamento acústico e, nas versões mais equipadas, apontamentos de cromado no interior.

Preços e posicionamento face a Focus e Golf

Isso quer dizer que fica caro?

Os Kia já não são, de todo, a opção barata que eram antigamente, e o Ceed discute o mercado com Focus e Golf mais pelas suas capacidades do que pelo preço. A gama começa abaixo de £15,000, mas para levar um 1.0 turbo é preciso contar, no mínimo, com £17,445.

Tão bem conseguido no estilo como o Ford e tão fácil de manter como o VW, merece estar na tua lista de opções.

Comentários

Ainda não há comentários. Seja o primeiro!

Deixar um comentário