Um nome antigo, um carro completamente novo
Vauxhall Viva. O nome soa-lhe familiar, não é?
O Viva foi um pequeno familiar, construído no Reino Unido, que a Vauxhall vendeu em números impressionantes durante as décadas de 1960 e 1970. Pergunte ao seu avô.
Agora, o nome regressa - mais o nome do que o carro. Este Viva é um citadino sub-compacto de cinco portas, produzido pela GM na Coreia, mas com desenho desenvolvido na Europa. Entra em confronto directo com modelos como o Panda, o Up/Mii/Citigo, o C1/108/Aygo e o i10/Picanto.
Serve como carro de aluguer ou de substituição?
Carro de aluguer para as férias?
Pode muito bem ser, sobretudo para quem faz férias cá dentro. Se estiver noutros países europeus, é vendido com o nome Opel Karl.
Carro de cortesia de uma oficina de chaparia?
É uma hipótese, embora a Vauxhall não conte vender muitos para utilização em frotas. A maioria deverá ir para clientes particulares - e, como se vê, um público bastante variado.
Para quem é o Vauxhall Viva?
Em que sentido é um público variado?
Uma parte será composta por condutores muito jovens: provavelmente o primeiro carro, muitas vezes comprado pelos pais. A maioria, porém, será bastante mais velha. Gente que a própria Vauxhall descreve, com uma humildade simpática, como "condutores de A para B", e não como entusiastas.
Vai servir esse tipo de utilizador?
O espaço chega para os amigos dos adolescentes ou para os netos dos reformados, e há cinco cintos de segurança. Também ajuda o facto de ser barato de segurar e de pagar em imposto (existe uma versão abaixo de 100 g/km com pneus de baixa resistência).
Preço e equipamento: muito por pouco dinheiro
Todas essas pessoas procuram uma boa relação qualidade/preço - e aqui o Viva responde. O valor de entrada fica abaixo de £8,000 com tudo incluído na estrada. E esse preço já traz controlo de velocidade de cruzeiro, faróis de nevoeiro, aviso de saída de faixa, seis airbags, entrada auxiliar, computador de bordo e fecho com comando.
O ar condicionado é um extra razoável de £500.
Curiosamente, no meio de tanta generosidade, a Vauxhall continua a pedir dinheiro à parte pelo Bluetooth. Ainda assim, a versão base do Viva compara-se bem com versões intermédias dos rivais que, na prática, acabam por sair consideravelmente mais caras. É um excelente negócio.
Condução e mecânica: barato, mas agradável?
É económico, mas também é divertido?
O motor é totalmente novo: um três cilindros com distribuição variável. A base vem do motor do novo Corsa, mas aqui foi simplificado - sem turbo, sem injecção directa e sem veios de equilíbrio. O resultado é suficientemente agradável e, face ao que se encontra com especificação semelhante no Aygo e afins, é mais silencioso.
No entanto, apesar de os seus 75 bhp serem perfeitamente aceitáveis para o segmento, os 70 lb ft de binário sabem a pouco. Isso obriga a andar muitas vezes a puxar pelo motor. A unidade que experimentei ainda estava praticamente em rodagem, e suspeito que, com quilómetros, acabe por soltar e melhorar. Pelo menos, a caixa manual de cinco velocidades tem um tacto suave e preciso.
A direcção é muito directa, mas oferece pouca sensação do que se passa nas rodas. Não é grave: o chassis é bem-educado e transmite segurança em curva. No fundo, confirma uma velha verdade: em estradas reais, cheias de limites e rotundas, pode ser mais divertido conduzir um carro lento e com pouca aderência no limite do que um carro muito mais rápido que, por circunstância, o obriga a andar devagar.
Conforto e vida a bordo
É confortável?
A suspensão é, na verdade, um pouco firme quando vai apenas uma pessoa no carro. Com um ou dois passageiros, fica visivelmente mais equilibrado, embora me pareça continuar menos macio do que um Up. Há algum ruído de rolamento em asfalto rugoso, mas nada acima da média da categoria. Os bancos e a posição de condução cumprem bem.
Então é o primeiro carro perfeito?
O Viva tem um trunfo decisivo - ou terá depois de Janeiro de 2016, quando ficar totalmente ligado. Uma opção abaixo de £500 acrescenta o IntelliLink da Vauxhall, com um grande ecrã TFT central. Liga-se ao telemóvel por USB e passa a oferecer navegação, rádio online e ditado/envio de mensagens por voz via Apple CarPlay e Android Auto.
Também poderá ser encomendado com OnStar, que transforma o Viva num ponto de acesso Wi-Fi e o liga, por dados e voz, a uma central de atendimento. Do outro lado, um operador envia indicações de navegação, acciona ajuda de emergência e consegue localizar o Viva à distância em caso de roubo.
Ainda assim, sejamos francos: não vemos o Viva como um alvo prioritário para a ladroagem.
Comentários
Ainda não há comentários. Seja o primeiro!
Deixar um comentário