Em equipa que ganha faz-se mexer… mas só o essencial. Foi esta a filosofia da Renault na atualização do Clio.
O novo Renault Clio parece querer ir contra a corrente - e ainda bem. Nesta renovação, além de reforçar os seus trunfos, conseguiu também baixar de preço num mercado cada vez mais «dominado» pelos SUV.
Comparando com o Clio que estava até agora nas montras, as alterações são reduzidas. Ainda assim, as novidades que chegaram foram, no geral, positivas.
No vídeo, passamos em revista tudo o que muda, por fora e por dentro.
Melhores materiais e montagem
No exterior, a atualização ficou praticamente limitada a retoques de estilo. É no habitáculo que o renovado Renault Clio mostra mudanças mais relevantes.
Os bancos recebem novos revestimentos, o tabliê passa a contar com uma cobertura em tecido - fabricado a partir de materiais sustentáveis, como a madeira - e surgem pequenos pormenores que deixam perceber a evolução.
Em tudo o resto, tal como explicamos no vídeo, a receita mantém-se. E faz sentido: o Renault Clio já se apresentava bem equipado no capítulo da tecnologia.
A unidade Esprit Alpine que conduzimos - o enquadramento mais desportivo da gama - ajuda a reforçar essa ideia. O equipamento é completo, incluindo algo pouco habitual neste segmento, como o volante aquecido.
Tudo exatamente na mesma
Como também referimos no vídeo em destaque, do ponto de vista dinâmico não há alterações: o Renault Clio continua exatamente como antes. Não é uma crítica; é apenas o retrato do que acontece.
O Clio já era reconhecido pelo bom compromisso entre conforto e comportamento e, com esta renovação, conserva essas qualidades.
Não é o mais desportivo do segmento - essa distinção fica para o SEAT Ibiza e para o «defunto» Ford Fiesta -, mas entrega uma condução correta, fácil de ler e muito previsível.
No conforto, continua a estar bem posicionado, mesmo quando o piso não ajuda. Só em autoestrada, ou num ritmo mais exigente, se nota que o isolamento acústico podia ter evoluído, sobretudo na versão híbrida.
Em ambiente urbano e numa utilização normal, nada a assinalar. Já quando tentamos explorar os 145 cv do Clio híbrido, a resposta da caixa automática ainda não é irrepreensível.
Onde não há motivo para queixas é nos consumos: são excelentes. Não custa ver menos de cinco litros por cada 100 km no computador de bordo.
Uma excelente notícia
Numa fase em que quase todos os automóveis parecem competir por novos máximos de preço, o Renault Clio 2023 segue na direção contrária.
Apesar das melhorias introduzidas, o novo Clio - que chega a Portugal até ao final do ano - ficou mais acessível.
A gama começa agora nos 19 400 euros. E, por exemplo, a versão Esprit Alpine que passa a ocupar o lugar da antiga R.S. Line, está 1000 euros mais barata.
Pode parecer um detalhe, mas torna-se cada vez mais raro encontrar um carro deste segmento por menos de 20 000 euros. Falámos disso há pouco tempo num podcast, onde colocámos lado a lado os preços de 2020 e 2023. Pode recordá-lo na ligação abaixo:
E como é que a Renault encontrou margem para esta descida? Na fábrica. Houve ajustes na linha de produção e melhorias em procedimentos que, no final, permitiram uma redução significativa de custos.
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