A Mitsubishi revelou agora a sétima geração do Colt, sublinhando a aposta da marca japonesa no segmento B, um caminho que já tinha sido reaberto com o ASX.
Após mais de 10 anos fora de cena, o Mitsubishi Colt volta ao mercado europeu com uma geração inteiramente nova. Ainda assim, basta olhar para ele para perceber que partilha praticamente tudo com o Renault Clio - do desenho exterior e do habitáculo à oferta mecânica.
À semelhança do que aconteceu com o ASX, o «irmão gémeo» do Renault Captur, este novo Colt nasce de um exercício de engenharia de emblemas.
Colt, onde é que eu já te vi?
Sem grande surpresa - e tal como já se adivinhava pela antevisão divulgada pela Mitsubishi há alguns meses - o Colt é, na prática, muito próximo do Renault Clio.
E, ao contrário do que algumas previsões apontavam, já integra também os elementos mais recentes introduzidos na reestilização que o utilitário francês recebeu há pouco tempo.
Na frente, por exemplo, a diferença resume-se essencialmente à assinatura “Dynamic Shield”, a alguns detalhes cromados e, naturalmente, ao emblema da marca dos três diamantes.
Atrás, as distinções face ao «irmão» francês são ainda mais discretas: ficam-se pelas inscrições “Mitsubishi” e “Colt”, embora a zona inferior do para-choques seja igualmente específica.
Com jantes de 15” (em aço) até 17”, o novo Colt poderá ser escolhido em cinco tonalidades: Preto Onyx, Vermelho Sunrise, Azul Royal, Cinzento Volcânico (metalizadas) e Branco Ártico (sólida).
E o interior?
No habitáculo, a receita volta a seguir de muito perto o modelo francês, com a exceção do logótipo da Mitsubishi colocado ao centro do volante.
Entre os destaques estão o painel de instrumentos digital de 7” ou 10”, consoante a versão, e o ecrã central do sistema multimédia de 7” ou 9,3” (em posição vertical), com compatibilidade com Android Auto e Apple CarPlay.
Além do carregamento sem fios para o telemóvel, o Colt pode contar com câmara de estacionamento com visão 360º, sistema de som BOSE e vários sistemas avançados de assistência à condução (ADAS), incluindo controlo de velocidade de cruzeiro adaptativo, deteção de ângulo morto e reconhecimento de sinais de trânsito.
Duas motorizações à escolha
Construído sobre a plataforma CMF-B da Aliança Renault-Nissan-Mitsubishi, o novo Mitsubishi Colt vai ser comercializado em Portugal com duas opções de motorização.
A entrada na gama fica a cargo de um motor a gasolina de três cilindros e 1 litro, com turbocompressor, que debita 90 cv e está disponível apenas com caixa manual de cinco velocidades.
Logo acima surge a variante híbrida. Combina um motor a gasolina 1.6 l de quatro cilindros (sem turbo) com dois motores elétricos (um com 18 kW ou 24 cv e outro com 36 kW ou 49 cv) e uma bateria com 1,2 kWh de capacidade, resultando numa potência combinada de 145 cv.
Como seria de esperar, trata-se do sistema híbrido E-Tech da Renault, que já experimentámos no Clio e que chegou recentemente à Dacia Jogger.
Quando chega?
A produção do novo Mitsubishi Colt arranca já no próximo mês de setembro, na fábrica da Renault em Bursa, na Turquia.
As primeiras entregas estão apontadas para o último trimestre do ano, embora, para já, ainda não exista qualquer indicação de preços para o mercado português.
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