O programa de estágios da Audi - o mesmo que já nos trouxe os protótipos Audi RS 6 GTO (2020) e o NSU Prinz reinterpretado (2023) - volta a dar que falar com o Audi A25years, um projeto que assinala 25 anos do pioneiro A2 ao convertê-lo num automóvel elétrico.
Audi A25years e a conversão do Audi A2 em elétrico
Passaram, por mais estranho que pareça, 25 anos desde a chegada do compacto Audi A2, frequentemente apontado como um modelo muito adiantado para a época. Entre os fatores que o destacavam face aos rivais estavam a carroçaria em alumínio e um cuidado aerodinâmico invulgar (Cx entre 0,25 e 0,28, um valor impressionante para um automóvel tão curto e alto).
Apesar de o preço elevado e uma imagem pouco consensual terem dificultado o seu desempenho comercial, os princípios base do A2 continuam a fazer sentido hoje: dimensões contidas com excelente gestão do espaço, massa reduzida e uma orientação clara para a eficiência, que se traduzia em consumos muito baixos - chegou mesmo a existir uma variante que fazia apenas 3,0 l/100 km.
O A2 surgiu antes da atual transição para a mobilidade elétrica - esteve sempre limitado a motorizações de combustão, a gasolina e gasóleo -, mas precisamente as qualidades que o definiam tornam-no num exemplo particularmente forte a favor da eletrificação.
Foi essa a premissa seguida pelos aprendizes no programa da Audi, ao transformarem o A2 numa espécie de A2 e-tron. Ainda assim, não foram divulgadas especificações, pelo que permanecem desconhecidas a potência, a capacidade da bateria e a autonomia.
Reestilização com influência dos modelos e-tron da Audi
O trabalho não se ficou por “trocar” uma mecânica por outra. Como se observa, houve uma reestilização destinada a aproximar o A2 dos cânones estéticos atuais, com claras referências à linguagem dos e-tron da Audi.
Este A2 elétrico adota novos faróis e farolins, agora em LED e, seguindo a tendência do momento, também os quatro anéis que identificam a marca passam a ser iluminados. Os para-choques foram redesenhados e apresentam um aspeto mais «limpo».
Os manípulos das portas deixaram de existir, tal como os retrovisores, substituídos por câmaras. O impacto destas alterações na aerodinâmica não foi revelado, embora possa ser favorecido pelas novas rodas totalmente cobertas e pelo novo defletor traseiro transparente.
O Audi A2 poderá regressar?
Como já referimos, o Audi A2 não atingiu o nível de sucesso comercial esperado, sobretudo devido ao preço elevado (chegando a ser mais caro do que propostas do segmento acima). Ainda assim, o conceito era - e continua a ser - válido. A Audi já «ameaçou» fazer regressar o A2, primeiro em 2011 com o A2 Concept e, mais tarde, com o AI:ME em 2019, baseado na plataforma MEB do Grupo Volkswagen.
Nada disso se materializou e não é previsível que venha a acontecer, especialmente nos moldes do original. Sabe-se, contudo, que a Audi está a preparar um elétrico de entrada (apontado para 2027), posicionado abaixo do Q4 e-tron, e que poderá adotar a designação A2.
Ainda assim, a utilização desse nome deverá estar mais ligada ao novo esquema de designações da Audi - números pares para os elétricos e ímpares para os modelos a combustão - do que a uma referência direta ao A2 original. O formato definitivo permanece incerto, mas deverá posicionar-se no espaço atualmente ocupado pelo A3.
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